Centro Comunitário e de Boas-vindas do Projeto Mejuruá: um espaço de encontro, identidade e conexão com a Amazônia

O Centro Comunitário e de Boas-vindas do Projeto Mejuruá, atualmente em fase final de implantação, representa um marco estratégico para o fortalecimento das ações desenvolvidas no Médio Juruá. Mais do que uma edificação de apoio, o espaço foi concebido como um ponto de encontro, troca de saberes e valorização cultural, alinhado aos princípios de conservação ambiental e desenvolvimento territorial que orientam o Projeto Mejuruá. A estrutura externa do edifício foi concluída. Com isso, o projeto se prepara para realizar o acabamento dos espaços internos, com a conclusão prevista ao longo deste ano.

 

Assinado pelo arquiteto Sérgio Santos, o projeto arquitetônico do Centro Comunitário e de Boas-vindas nasce a partir de uma escuta atenta com os moradores, respeitando a paisagem, a cultura local e as formas tradicionais de ocupação da região amazônica. “O Centro Comunitário e de Boas-vindas simboliza aquilo que acreditamos no Projeto Mejuruá: o diálogo respeitoso, a valorização das pessoas que vivem aqui e a construção coletiva de caminhos para a conservação da Amazônia”, disse Maurizio Rocchi, Coordenador do Projeto Mejuruá.

Desde o início, o processo criativo do Centro Comunitário e de Boas-vindas foi orientado pelo respeito às estruturas já existentes e à arquitetura típica ribeirinha do Médio Juruá. Em vez de impor uma nova linguagem ao espaço, o projeto buscou dialogar com a memória construtiva local.

“Preservamos as estruturas existentes e desenvolvemos o conceito do centro de visitantes inspirado nas residências ribeirinhas. O uso de tábuas de madeira e o aspecto rústico do exterior reforçam essa identidade, criando uma arquitetura que se integra à paisagem, à cultura local e à memória construtiva da região”, diz Sérgio. Essa escolha reforça a identidade local e contribui para que o Centro Comunitário e de Boas-vindas seja percebido como parte orgânica do território, e não como um elemento externo a ele.

A união entre o regional e o contemporâneo

Um dos principais desafios do projeto esteve no equilíbrio entre dois universos arquitetônicos distintos: o caráter rústico e tradicional da arquitetura local e as demandas contemporâneas do programa funcional do Centro Comunitário e de Boas-vindas.

A proposta exigiu um estudo cuidadoso de materiais, formas e soluções construtivas que permitissem integrar tecnologia, conforto e funcionalidade sem romper com a estética regional. Essa transição sensível entre o material bruto e as exigências técnicas resultou em um conjunto arquitetônico coeso, capaz de dialogar com o passado, o presente e o futuro do território.

Logística e planejamento em um território de desafios naturais

A execução da obra também demandou um planejamento logístico rigoroso. O acesso ao local, condicionado às cheias e vazantes dos rios e às grandes distâncias características do interior do Amazonas, impacta diretamente o transporte de materiais e os prazos de obra.

Apesar desses desafios, a experiência da equipe com a realidade amazônica permitiu a antecipação de soluções e a adaptação do cronograma e dos insumos necessários. Esse conhecimento prévio foi fundamental para reduzir impactos e garantir a continuidade do projeto mesmo diante das limitações impostas pelo território. “Por termos vivência com essa realidade amazônica, conseguimos nos antecipar a muitos desses desafios, planejando soluções e reduzindo impactos durante o processo de execução”, comentou Sérgio.

Um espaço estratégico e acolhedor do Projeto Mejuruá

O Centro Comunitário e de Boas-vindas foi pensado para atuar como um espaço central dentro do Projeto Mejuruá. Sua função vai além do acolhimento de visitantes institucionais ou parceiros: trata-se de um ambiente de encontro, diálogo e fortalecimento das relações entre comunidades, projeto e território. Além de explicar com detalhes tudo sobre seus objetivos sociais, ambientais e econômicos.

O espaço deverá apoiar ações de educação ambiental, valorização cultural e compartilhamento de experiências, contribuindo para a construção de uma relação mais consciente e responsável com a Amazônia. “Mais do que um espaço físico, o Centro Comunitário e de Boas-vindas é um lugar de encontros, de trocas e de fortalecimento das relações entre comunidades, parceiros e o território do Médio Juruá”, pontua Maurizio.

Para o arquiteto Sérgio Santos, o papel do Centro Comunitário e de Boas-vindas ultrapassa os limites da arquitetura enquanto forma física. O espaço foi concebido como um agente de conexão, pertencimento e transformação, capaz de aproximar pessoas, saberes e territórios. Uma vez concluído, ele servirá como um lugar em que a população local terá a possibilidade par se reunir, fazer eventos e e utilizar o espaço como acharem importante.

Ao integrar arquitetura, cultura e conservação, o Centro Comunitário e de Boas-vindas reafirma o compromisso do Projeto Mejuruá com um modelo de desenvolvimento que reconhece as pessoas como protagonistas e a Amazônia como um território vivo, diverso e essencial para o futuro.

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